☼ All One Now ☼

By giving and sharing the best of ourselves we´ll all rise up ☼"Quando souberes o que É Éterno saberás o que é recto"
(Tau-te-King, 16)


quarta-feira, 12 de novembro de 2008

: : optimismo vs pessimismo : :


Sou uma optimista convicta e con vita, porém, todavia, contudo, não eufórica, pois creio que as espectacularizações acefálicas nunca dão muito bom resultado se não sustentadas numa Sorte quase Divina que bafeja traseiros muito inclinados para a lua, ou em algo muito sólido, tendo em mente que o ambiente global circundante não convida, de facto, ao desvario. Não gosto, portanto, de grandes gemidos nem de manifestações de alegrias apoteóticas, nem particulares nem colectivos, apesar de crer com todas as forças do meu ser, que não mero parecer ou ter, que o sofrimento é a ponte para o Conhecimento, as agruras da vida uma forma de nos humanizarmos, de evoluirmos como seres humanos, de nos desviarmos da estultícia light e inconsequente... não raro, os obstáculos converto-os em oportunidades e nada me dá mais gozo que uma barreira bem imposta que me desenvolva tanto a arte como o engenho e me faça desviar do percurso das cobras que cá estão mais para tentar picar quem é o alvo do seu ridículo, pois menorizante, desdém do que para construírem algo de positivo e honrado no seu percurso, isto é, em vez de tentarem evoluir interiormente, canalizam as energias para o exterior, dando, frequentemente, tiros no próprio chocalho serpenteante (de facto a lei da acção/ reacção, coadjuvada pela tal máxima: "quem com Deus anda Deus Ajuda" e pela lógica cósmica de que a fonte do mal será, inevitavelmente, o seu alvo, são inexoráveis...)

Tendo tudo isto em mente, considero, muito anglo-saxonicamente, que a atitude vivencial mais inteligente num mundo, intemporalmente, pleno de tensões diárias, será aquela que implique um diagnóstico lúcido, ainda que apimentado por uma boa dose de autêntica e não apócrifa auto-ironia (o tipo de humor mais inteligente, a meu ver...), dos problemas para se arranjarem soluções viáveis... nunca as perfeitas, convenhamos, mas as possíveis, que isto da vida é alheio a linearidades redutoras, apesar das acefalias crónicas, como tal, quase incuráveis, frequentemente, gostarem de a reduzir ao grau mais ínfimo. Como tal, creio que, também, neste ponto, os extremos se tocam: tanto os optimistas eufóricos descambam na superficialidade infértil, irresponsável e desresponsabilizante em termos individuais e colectivos cívicos; como os pessimistas se focam demasiado nos problemas sem vislumbrarem as soluções adequadas, alimentando e canalizando energias negativas que nada constroem. Ou seja, tanto num como noutro caso, o senso comum é a matriz epistemológica e, como tal, a objectividade vê-se corroída por uma intervenção ilusória de sujeitos cuja capacidade analítica é ou inexistente ou demasiado corroída por uma emocionalidade disfuncional, sendo, não raro, os resultados não muito brilhantes, para usar um eufemismo.


Por isso, sus, anima, que, tal como no romance do Agualusa, esse Grande Escritor cujas palavras me levam ao Berço de forma sublime, apesar de as raízes mátrias de ambos estarem no lado oposto do continente mágico africano, a Esperança deve ser, de facto, a última ser fuzilada, devendo escapar, assim, desta chacina dicotómica, própria de solos estéreis, já saturados pelos demasiados artifícios que foram incorporando, como forma vácua de suprirem a incapacidade natural de dar fruto que se cheire sem repulsa..."et lasse, faites vos jeux!"

2 comentários:

Rui disse...

Vinha apenas "agradecer" o uso da imagem retirada do In-Provavel (sem qualquer referência à origem ou autoria) mas acabei por ficar e ler.. e ler.. e gostar do que ia lendo.
Hei-de ir...voltando.
Rui V.

Isabel Metello disse...

Queira desculpar-me Rui, geralmente, quandp não sei a autoroa ponho a referência whose photo? whose image? ©. Quando conheço a autoria, ponho-a sempre.

Refere-se à 1ª não é? Amanhã já acrescento.
Muito obrigada pela amabilidade! Volte sempre. bj