☼ All One Now ☼

By giving and sharing the best of ourselves we´ll all rise up ☼"Quando souberes o que É Éterno saberás o que é recto"
(Tau-te-King, 16)


quinta-feira, 8 de maio de 2008

Aos meus amigos : : quanto do que sou hoje vos devo a vós


Quero dedicar este post aos meus Amigos, pouquíssimos, mas excelentes, daqueles que nos regeneram de cada vez que se ouve a sua voz, se vê a sua figura, mesmo que ao longe....Obrigada, Meu Deus, por me Concederes tal privilégio- ter Seres tão especiais na minha vida, que emprestam pura poesia aos meus dias, mesmo os mais acinzentados...

Obrigada, Meus Grandes Amigos, meus portos de abrigo, que me abrigam das tempestades que vão assolando a minha existência...Nem preciso de vos nomear, vocês sabem que falo de vós, aqueles que me têm apoiado nos momentos difíceis, que me têm alegrado nos momentos de pura felicidade, cujas palavras são os meus bálsamos, os ombros a minha guarida............................

Abraço forte, sempre a vós leal e fiel,

Isabel

PP: Ganhei, ultimamente, mais dois amigos, mais precisamente amigas, via Net- e qual o espanto, se estamos na era dos afectos mediados? E não terão sido sempre assim? - uma, pessoa de uma energia tão positiva que tudo o que escreve irradia beleza; outra, mais aguerrida e ousada, que, sem o saber, me tem ajudado tanto com o seu exemplo vivencial!
Muito obrigada, também, a vós!
However, last but not least, tenho de agradecer, igualmente, aos lacraus com pele de cordeiro que um dia beneficiaram da minha Amizade e que deitaram tudo por terra por um pacote de amendoins...Obrigada, pois aprendi muito com vocês, também, uma vez que, mesmo ilusioriamente, houve tempos em que vos vi como seres de luz e muito aprendi com os sentimentos positivos que me inspiraram, ainda que fossem maculados, posteriormente, pela nódoa da traição ignóbil...Que Deus Vos Ilumine, que bem precisam!

Monstros quotidianos : : a banalidade do mal


O mal sempre se pautou por uma banalidade execrável, pois demasiado associada ao egoísmo atroz, a instintos animalescos e a uma materialidade consporcante, mas, ultimamente, pela projecção mediática que aufere e que lhe empresta o protagonismo, que só merece por razões pedagógicas (afinal, os media são um espelho da realidade... serão?, ou será que é a realidade que se assume como um espelho dos conteúdos mediáticos? como diria Woody Allen a propósito do poder da televisão), somos confrontados com histórias de pais que sequestram, violam e matam filhas, com monstros quotidianos que nos fazem temer pelo futuro da raça humana, pelo massacre de inocentes, remetidos a um silêncio sepulcral, até que os danos sejam irreparáveis e a sua vida esteja já completamente desfeita...Esquecemo-nos, nesse julgamento de senso comum do presente, de que a essência dess energia maléfica é intemporal, os meios é que evoluem, a matéria-prima, essa, infelizmente, nunca foi muito elevada!

De qualquer das formas, casos hediondos como o brasileiro e o austríaco fazem-nos pensar que o mal, essa falta de empatia para com o outro, de que fala a personagem da Lista de Schindler, é, antes de mais, de uma vulgaridade atroz, que seria muito mais facilmente combatida se não estivéssemos todos cada vez mais modelados por um paradigma umbílico autista!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Responsabilidade social dos media : : crianças de 1ª e de 2ª


Esta semana, deparei-me com um conteúdo mediático ultrajante sobre uma celebridade à la minute. Digo ultrajante, dado que a exploração daquilo que se pretendia revelar como um grande escândalo mediático assumiu contornos de um mero boato, assente no "diz-se que se diz", próprio de discursos de senso comum, do mais vulgar que se possa imaginar...Ainda para mais, porque, nesse mesmo conteúdo "jornalístico", expunha-se a vida de três crianças (em rigor 4, pois uma encontra-se no ventre da Mãe), sem qualquer tipo de respeito pelo seu equilíbrio emocional...Sim, porque se a desculpa é sempre a mesma para se invadir a esfera pública com estas irrelevâncias- se a Mãe expõe publicamente a sua intimidade, então, é lícito expor, igualmente, a das crianças por arrasto- os critérios dos ataques, esses, já não primam pela igualdade-os filhos dos ícones sacralizados merecem todo o respeito destes senhores; os outros parecem ser "carne para canhão". É dramático que ainda não se tenha percebido que os media deveriam pautar-se por um sentido de responsabilidade social proporcional ao distanciamento crítico e objectivo que deveriam actualizar.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Laissez faire laissez passer : : noblesse oblige


Tenho lido algumas crónicas que visam, se não satirizar, pelo menos, ridicularizar, uma campanha protagonizada por Rita Egídio, um elemento do jet set revisteiro nacional, na qual a mesma aparece nua, revelando a sua gravidez. Não conheço a visada, mas creio ser de mau tom certas pessoas criticarem o que vangloriam noutras criaturas, aparentemente, mais guarnecidas de protecções lombares, vulgo, costas aquecidas. Deixem a mocinha lutar pela vida, com as armas de que dispõe. Afinal, o que ela é menos do que umas e outras que se lançam nas mesmas aventuras, só que de forma mais sofisticada, mais trendy, endeusadas por um status, bastas vezes, simulado e "beneficiando" do apoio absoluto de uma horda de puxa-sacos proporcionais?

Por mais que me depare com este tipo de linchamento gregarizante, julgo-o sempre cobarde, mesquinho, sem brio, pois quem ataca alguém frágil só revela a sua imensa fraqueza em todo o seu esplendor. Ainda para mais porque, voltando a um registo mais popular, andam todos ao mesmo, apesar de cada um se remeter à sua escala...E nunca se sabe, pois isto das escalas é como a própria vida- dá muitas voltas!

domingo, 4 de maio de 2008

Dia da Mãe : : Mother´s Day

Isabel Metello ©


Este post dedicado ao Dia da Mãe tem de ser, obrigatoriamente, décuplo em intenção:
(a) como agradecimento à Minha Querida Mãe por Ter Sido, sempre, o Meu Berço, o Meu Embalo, o Meu Porto de Abrigo, Aquela que sempre me Rodeou de Amor e que Foi, sempre, o meu Grande Apoio nos momentos mais difíceis da minha vida.

Moçambique, 1968

(b) como agradecimento duplo a Deus e aos Meus Protectores por me Terem Concedido a Grande Bênção da maternidade e por nos terem Salvo à minha Bebé e a mim quando, aos cinco meses de gravidez, estivemos às portas da morte, devido a uma panqueatrite aguda por mim sofrida. Os meus, também, profundos agradecimentos, neste episódio tão dramático da minha vida, à Dra Laura, ao Dr. Papoula e ao Dr. Fidalgo e às enfermeiras do Hospital S. Francisco Xavier, que nos salvaram a vida com o seu profissionalismo e cuidados, plenos de carinho e atenção!



(c) à minha Bebé, a Menina Mais Linda da galáxia e arredores, que é a Minha Grande Bênção, o Ser mais Lindo que Entrou na minha vida, que me Enche, todos os dias, de orgulho e de felicidade. Obrigada, Meu Grande Amor, pela Luz que Vieste trazer à minha vida!


Relativamente a este momento tão especial da minha existência, tenho de agradecer, também, à equipa que me assistiu no parto e aos outros médicos e enfermeiras que me acompanharam na Maternidade Alfredo da Costa, que se excederam em atenções e carinho para comigo e a minha Bebé!



(d) como agradecimento a Outros Dois Seres que me Mimaram com um Amor Maternal Inesquecível e me Embalaram, também, num Berço Áureo, Construído por um Amor Sublime, que só as Grandes Almas Sabem Oferecer- a minha Avó, que já partiu e o meu Babá Moçambicano, a quem dedico uma das fotos, na esperança de que um dia nos possamos reencontrar nesta ou Noutra Vida:


Moçambique, 1969

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Repost : : Dalí e Disney unidos por Destino : : o Surrealismo Animado


Destino, Salvador Dalí and Walt Disney
Walt Disney ©

Em 1946, Salvador Dali e Walt Disney articularam os seus dons e conceberam um projecto de curta metragem de animação, que intitularam profeticamente Destino. Os desenhos originais criados por estes dois génios nunca conheceram as luzes da ribalta até que, pela mão de Roy Disney, 57 anos depois, renasceram das cinzas. O filme animado está repleto de ricas imagens surrealistas, baseadas nos desenhos originais dalinianos, sendo o fruto, segundo o curador da Fundação Gala-Salvador Dalí, da consubstanciação perfeita original entre os dons destes dois consagrados artistas e empreendedores. Daí que não seja de estranhar que, em 2005, tenha sido nomeado para um Prémio da Academia depois de ser projectado no Festival de Cinema de Cannes.Esta valiosa, mas desconhecida, película foi visionada na galeria nova-iorquina Animazing, no 461 da Broome Street, Soho, Hastings-on-Hudson, Southampton, entre 14 de Outubro e 16 de Novembro de 2004, inserida numa mega exibição patrocinada pela Disney. Nela, o público pôde encantar-se com desenhos originais de Dalí e com algumas recriações dos seus esboços da autoria de Roy Disney. Obras a que se juntou uma inédita colecção vintage de desenhos animados dos Anos Dourados da Disney, adquiridos a um dos famosos designers que integrava a equipa pioneira que trabalhou com o fundador desta máquina de sonhos que tem nutrido o imaginário de várias gerações infantis- Les Clark. Estiveram, também, expostas obras de pintura de vários artistas famosos da equipa Disney, entre os quais Peter e Harrison Ellenshaw, respectivamente, pai e filho, nomeadamente, as ilustrações originais dos livros do Ursinho Winnie the Pooh que, até então, remetidas ao esquecimento, foram publicadas numa edição limitada, colorida in loco por Harrison.A sessão de abertura, de livre acesso, distinguiu-se pela mostra de uma cena do filme Mary Poppins, pintada por Harrison, nesse mesmo dia, entre as 12 e as 16 horas, e pela sua palestra sobre as pinturas originais de Winnie the Pooh e de Peter Pan. A Animazing Gallery, a “Primeira Galeria de Animação Artística de Nova Iorque” reúne as mais famosas obras de animação vintage e contemporâneas dos maiores e mais poderosos estúdios norte-americanos- a Disney, a Warner Brothers, a Hanna Barbera, a Nickelodeon, a Fox e a Cartoon Network. Para além da galeria física, as seus proprietários e dinamizadores- Heidi Leigh e Nick Leone- criaram um showroom online, onde se podem vislumbrar, igualmente, pinturas do Snoopy e dos Peanuts e da Secreta Arte do Dr. Seuss. O endereço da Animizing Gallery é o www.animazing.com, mas, atenção- todas as obras desta exposição estão esgotadas. Não admira- quem não se deslumbra com a junção da obra psicanalítica de Dalí com os desenhos animados que coloriram o nosso imaginário infantil? Esta hibridação entre pintura surrealista e animação só mostra que todas as formas de arte podem conviver e até misturar-se para deleite de espectadores que apreciam a inovação!

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Destino : : Esse Grande Baralhador



Destiny, Salvador Dalí & Walt Disney

Walt Disney ©


Sempre acreditei no Destino- os momentos determinantes na minha vida foram obra de um acaso tão casual que só poderia ser determinado por uma Linha Mestra bem calculista (no bom sentido); as pessoas-chave na minha existência, exceptuando as da minha família, claro está, surgiram nela pela mesma dinâmica, aparentemente, quase aleatória, mas, essencialmente, determinística.

Aquele adágio: "As pernas nos hão-de levar aonde nós haveremos de ficar" sempre me aterrorizou, porém, sempre se adaptou "às voltas que a vida dá e às voltas que a vida deu"...Nada dramático, para quem encara a vida como uma viagem cujos percurso e paragens desconhece, mas que aceita como parte desse plot delineado pelo Grande Argumentista, Que, mais do que ninguém, Conhece todos os Caminhos que a minha alma tem de percorrer para se aperfeiçoar. Todavia, como protagonista do plot que me foi reservado, por vezes, assalta-me a intensa sensação de que Deus resolveu inserir a minha história na secção da comédia, mais precisamente, no estilo British Humour ou mesmo no aparente non sense surrealista! Muito a sério- é que é cada personagem com que me deparo (e ainda bem- Obrigada, Grande Argumentista!), cada situação completamente bizarra em que me vejo, que só posso atribuir esses momentos ao Grande Sentido de Humor Divino! Mas, não trocaria este plot meio bizarro por nenhum outro, tenho de reconhecer, pois tenho-me enriquecido tanto com ele, que só posso agradecer, mesmo nos momentos down, - o que estou eu a dizer? Especialmente nesses-, pois encaro o sofrimento como a ponte primordial para o conhecimento....E, quando partir, espero ter aproveitado ao máximo todas as oportunidades que Deus me Concedeu!

Daí, que saiba, estranhamente, bem chegarmos a determinados momentos da nossa vida e dizermos que nos arrependemos mais por aquilo que não fizemos do que com o que faz parte do nosso percurso como experiência vivencial...Talvez porque saibamos, no fundo, que, se não o fizemos, se o que poderia ter acontecido não aconteceu, foi porque não o estava destinado a nós......................................