☼ All One Now ☼

By giving and sharing the best of ourselves we´ll all rise up ☼"Quando souberes o que É Éterno saberás o que é recto"
(Tau-te-King, 16)


sexta-feira, 28 de março de 2008

quarta-feira, 26 de março de 2008

Are you in or out? : : A desvitalização endogâmica

whose ©?

Em Moçambique, era muito comum ir-se aos muitos e magníficos espaços de convívio que existiam e encontrar-se, na mesma mesa, um professor universitário, um trabalhador das obras, um médico, um comerciante, um marinheiro, brancos, mulatos, negros, chineses ou indianos, em amena cavaqueira, e todos a tratarem-se por tu. O título de Dr era destinado aos médicos, a sociedade moçambicana era elitista, mas muito nivelada. O convívio são, alargado e fluido era um dado adquirido.

Assim, quando cheguei à então Metrópole, houve duas circunstâncias que, logo, me chocaram em termos estéticos, filosóficos e culturais- uma pobreza material que nunca tinha vislumbrado na vida, uma escuridão nos olhares, nas faces, nas vestes e nas ruas que, aos meus olhos infantis, pareciam saídas de um pesadelo medieval e uma mentalidade hermética colectiva que me aterrorizou pelo silêncio gregarizante implícito. Para além, claro, das barreiras linguísticas- em Moçambique, muitas palavras eram inglesas e o nosso sotaque era muito forte, demasiado para quem nunca tinha de cá saído.


Mantive, todavia, ao longo dos tempos, a maneira de estar africana- apesar de provir de um meio social elevado, sempre mantive relações sociais com pessoas de todos os quadrantes económicos, sociais, filosóficos, políticos, étnicos e até estéticos. Na escola e no liceu nem era in nem out, falava com toda a gente com a mesma simplicidade. Continuei, ao longo da minha vida, a ter amigos de várias proveniências étnicas, sociais, económicas, políticas, filosóficas e é assim que me sinto feliz- no meio da diversidade, da distinção individual, da polilogia e polissemia, enquadradas pela universalidade da essência humana. Os meus Pais assim me educaram- ser tão cordata para o Presidente da República como para um sem-abrigo, devendo ter a obrigação moral de ainda ser mais simpática para com o último, pois o respeito pela fragilidade é um dos baluartes da dignidade humana. Sempre respeitei na íntegra esses princípios tão sabiamente incutidos pelos meus queridos Pais, mais por acções do que por palavras e ainda bem.


Assim, não me causa estranheza que, ao longo da minha vida, nunca tenha gostado muito de me identificar com grupos específicos- lembro-me que tive, nos saudosos anos 80, concomitantemente, amigos hippies, os chamados betinhos e punks e ainda que, quando estava com os primeiros, gostasse de usar saias indianas e os últimos me levassem a usar umas calças da tropa do Avô de um deles, que vestíamos, à vez, durante a semana (eram as nossas calças fetiche), nunca deixei de ser quem era nem nunca me deixei moldar, absoluta e cegamente, pela filosofia gregária de cada um dos díspares grupos por onde passei. Aliás, sempre encarei a identificação total com algo exterior um dos piores ultrajes ao carácter único de cada ser humano, como uma anulação daquilo que há de mais poético e intelectualmente rico e produtivo : os traços distintivos individuais.

Nem o síndroma Beverlly Hills me cativou, para dizer a verdade, a minha série de culto era a intercultural Fame que, profundamente meritocrática, privilegiava o dom e o talento pessoais e não outros expedientes, sempre indignificantes, como trampolim de ambiciosos sem substância alguma. Para mim, simplicidade, abertura de espírito, juventude de alma e gosto pela diferença não foram, não são nem nunca serão sinónimo de pobreza ou de fraqueza, bem pelo contrário, há sofisticações tão paupérrimas que se afirmam como uma autêntica autonegação e menorização lapidares, fundamentalmente de quem transpira arrogância apócrifa e ausência de verticalidade em termos de coluna vertebral!

Hoje, mais madura, encaro a endogamia gregária como um autêntico entrave à criatividade, à inovação, ao crescimento espiritual, pois é tão limitadora! De facto, as dinâmicas endogâmicas são tão perniciosas em termos genéticos como culturais- embrutecem, amolecem, desvitalizam, conduzem os sujeitos a uma apatia sócio-cultural profundamente empobrecedora, pois canaliza-os, tendencialmente, para uma autocentração que os impele ao medo e à aversão perante a diversidade. E não se pense que esta só se encontra em meios mais beverllyescos, não, pois, neste país, enquanto traços primordiais das matrizes sócio-culturais dominantes, essas sinergias promíscuas e discriminatórias são transversais a todas as faunas urbanas provincianas, assumindo-se, até, de forma bem explícita, nos meios que rejeitam e demonizam, alardemente, por exemplo, a americanização sócio-cultural. Isto é, as expressões são díspares, mas a matriz operacional é a mesma- muda a embalagem, mas permanece o princípio activo da loção, o paupérrimo e insípido conteúdo......

Uma das especializações que detenho é em dinâmicas interculturais e se há ponto em que quase todos os grandes autores desta área defendem, consensualmente, é que a discriminação, a rejeição da diferença, está associada ao medo e à ignorância. E é de facto o medo e a insegurança que catapultam mentes preconceituosas para a discriminação de quem julgam querer invadir o seu locus sacratus, de quem sabem poder desestabilizar o seu cosmos empobrecido e a máxima que postula que em terrras onde a cegueira é endémica, quem vê, ainda que a preto e branco, é rei.....

Acrescento que todos os "Meus Grandes Mestres", seres excepcionais e ímpares, eram e são dotados de uma curiosidade e respeito pela diferença alheia tão intensas que sempre me cativaram como se um Canto Divino entoassem. São Eles a Minha Luz......................................


Como tal, deixo os apetites redutores e limitadores beverllyescos endogâmicos a quem deles se nutre e "que faça bom proveito da barriga até ao peito". Esta linguagem gastronómica e orgânica não a escolhi em vão- é que, nesta dimensão, há uma clara propensão para uma racionalidade instintiva, quase estomacal e intestinal, visceral, que se nega a si própria, portanto, que em nada engrandece quem está ou se julga dentro, in (quando está, deveras, out daquilo que é essencial). Por mim, declaro não a caça ao pato nem à raposa e muito menos à formiga que, coitada, anda toda atarefada a carregar com os minúsculos grãozitos que consegue abocanhar e a tentar, desesperadamente, manter as atenções sobre si, mas, sim, proclamo, de forma displicente e perfeitamente espontânea, a seguinte evidência (aos meus olhos, claro!): "ai que bem que se está cá fora, pois "ir para fora lá dentro" é uma impossibilidade lógica que só mentes adolescentalizadas, no pior sentido da palavra, ao mesmo tempo que precocemente envelhecidas pelos freios que aceitam como asas, almejam....Pior do que não ter asas é poder tê-las e preferir ficar fechado num círculo redutor, ainda que confortado pelo milho garantido, na gaiola- até o Sol se vê às listas.


Mal sabem estes seres auto-minusculizados que é tão bom voar por cima das nuvens, quase a tocar o Sol.....Ah....e, last but not least, que bom que é "voar contra o vento" e remar saudável e, fulgurantemente, contra a maré, principalmente quando a ventania e as ondas têm detritos incorporados......................Não há nada que nos lave mais a alma e uma alma limpa é meio caminho andado para um caminho em linha recta ..........................................................................

Dos Retornados de Júlio Magalhães : : Energia vital africana

Beira (Moçambique)
Acabei de ter como livro de cabeceira Os Retornados de Júlio Magalhães, o pivot da TVI que nasceu em Angola. É um livro simples, despretensioso, mas (e porquê o mas?!) que se lê com gosto, principalmente para quem viveu esses momentos tão conturbados, dramáticos, marcantes, profundamente enriquecedores da "fuga em massa" a que resolveram dar a designação eufemística de "ponte aérea", cujos protagonistas eram uns "retornados", outros, "refugiados políticos", se quisermos ser isentos nas definições.

Inhassoro (Moçambique)
Júlio Magalhães descreve com uma desenvoltura plena de vitalidade a abertura de espírito que caracterizava essa Gente que perdeu tudo (não me foco nos aspectos materiais, mas, fundamentalmente, nas perdas afectivas, no abandono forçado da sua mátria, na perda de entes queridos, tantas vezes, de forma violenta e testemunhada pelos parentes mais próximos, entre os quais os filhos), muitos a meio da vida. Gente que, na sua grande maioria, teve a coragem para recomeçar do zero e conseguir erguer-se quase miraculosamente- uma lição de vida, principalmente para nós, os filhos, que assistimos a mudanças tão drásticas na nossa vida familiar e social, perdendo a nossa mátria, os nossos amigos, aterrando de pára-quedas num meio cultural que quase nada tinha a ver com o o nosso. Tivemos, de facto, o privilégio de assistir à força inelutável e magnânima que impeliu os nossos pais a reerguerem-se, a renascerem das cinzas...Outros, porém, mais frágeis, sucumbiram à dor....Que Deus os Tenha em Bom lugar, só mentes muito fortes suportaram o que se testemunhou e o que viria a seguir..........................................................................

Essa força inexorável constitui uma das minhas principais heranças simbólicas, moldou a minha forma de encarar a minha própria existência, relativizando a importância de (por)menores que, como o nome indica, são, tendencialmente, dotados de uma mesquinhez sórdida e desprezível.

Nós, os que amámos África, que vivemos aquele continente na sua plenitude, tivemos outro grande privilégio- contactámos com a grandiosidade de locais onde o poder humano estava muito condicionado à vontade indómita da Natureza, tendo sido os nossos sentidos moldados por cheiros, cores, vistas e sabores inebriantes, que, jamais, se esquecem por mais que a nossa diáspora continue.

Inhassoro (Moçambique)

Todavia, e falo por mim e pela minha família, outro dos aspectos nucleares que moldou a minha forma mentis e o meu modus vivendi foi a abertura adstrita à transculturalidade implícita na convivência, desde tenra idade, com a diversidade étnica, religiosa, social, filosófica....Foi essa vivência tão rica desde o berço que me moldou o gosto pela diversidade, pela inovação, pela abertura de espírito, pela relativização de cosmos absolutizantes, pela negação convicta de estereótipos simplistas, de preconceitos estapafúrdios e completamente redutores....
Os meus amigos de infância eram negros, indianos, mestiços, brancos, uns ricos, outros medianos, outros mais pobres, todos diferentes, mas todos iguais nas nossas brincadeiras intermináveis e demasiado radicais para estas novas gerações tão super-protegidas. Era filha de uma autoridade, mas nunca senti isso na pele quanto aos meus relacionamentos afectivos- fui criada por um negro, dancei vestida de peles em festas tribais com apenas 3 ou 4 anos, os meus mitos eram animistas, apesar do cristianismo me ter sido incutido desde que nasci, África embalou-me ao som da marrabenta e em braços negros, brancos, mestiços e indianos. A minha alma é tutticolor.

Repost : : Passividade também é crime


A passividade também é, por vezes, um crime. Há, entre o senso comum, uma grande confusão entre os qualificativos pacífico e passivo- Gandhi e outros nomes sonantes da defesa dos direitos humanos, como Martin Luther King, foram pacíficos, não passivos. A passividade é muito estreita à cobardia, à anulação do dever da consciência perante a observação, mais ou menos mediada, de acções menos dignas, que fazem vítimas, mais ou menos despojadas dos seus direitos mais básicos, consoante a gravidade da(s) agressão(ões) em causa. O protesto do pacífico assenta na não recorrência à violência, a não ser defensiva; o passivo, geralmente, não protesta, anui e consente a agressão, assumindo-se como cúmplice do agressor ao pactuar com ele com o seu silêncio, uma vez que ele não é, geralmente, o agredido, mas um dos observadores da acção. E como diz um provérbio popular português, adaptado aqui ao tema: “É tão mau o que agride como o que assiste impávido e sereno à agressão”. Ora, a noção de agressão é, igualmente, ambígua e actualiza-se em diversos graus- pode ser física, verbal, mais ou menos violenta, mais ou menos directa, mais ou menos cobarde. Por exemplo, um boato ou rumor ou a quadrilhice de soleira de porta de comadres provincianas podem ser vistos como uma agressão, assumindo-se como tão cobardes como os seus enunciadores em cadeia, pois não implicam a sua responsabilização, uma vez que o sujeito é indeterminado. Isto é, a frase adstrita a um boato inicia-se, sempre com a cobardia da rejeição da sua autoria por um: “dizem que…”; “diz-se que…”. Cobardia aliás, muito própria, de indivíduos que, tal como afirma Maria Filomena Mónica, tanto são desprovidos de individualidade, diluindo a sua responsabilidade cívica num todo não identificável, como não respeitam essa mesma individualidade, tendencialmente, reunindo-se em alcateias para atacar alguém que julgam mais fraco por se assumir como um ser único, identificável pelos seus traços distintivos assumidos clara e inequivocamente. De facto, a cobardia escudada em grupos muito estreitos ao ataque gregário esquece-se de que há indivíduos cuja força de espírito fazem-nos valer por milhares de cobardes escondidos atrás de números mais ou menos elevados. Como dizia Martin Luther King: “ A verdadeira medida de um homem não é como ele se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas como ele se mantém em tempos de controvéria e desafio”. Isto é, o carácter de cada um revela-se não nos bons, mas nos maus momentos, naqueles em que o ego, preocupado, nuns casos, somente com a sobrevivência instintiva animalesca e já não com a aparência, como faz nos momentos fáceis, ou, noutros, com a defesa do que considera justo, revela a sua autêntica essência. Estes momentos são a prova dos 9 dessa “verdadeira medida de um homem”/ mulher. É nesses momentos que temos surpresas, mais ou menos agradáveis, consoante a pessoa que estiver neles envolvida e é nesses momentos que cada um se revela a si próprio.............................................................

segunda-feira, 24 de março de 2008

Da banalização sócio-cultural : : a literatura light

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São, hoje, várias as vozes que denunciam o que se designa por banalização da cultura, nomeadamente da arte literária e pictórica, que, outrora, estariam bem segmentadas por dois departamentos, racionalmente espartilhados, assumidos pela intelligentzia universal como estanques: a cultura erudita e a popular.
Acontece que, agora, (aliás, como sempre, os homens é que têm a impressão de que vivem momentos inéditos da História da humanidade- novos podem ser, mas inovadores, só se o forem na área da técnica, porque a essência humana, ó, a essência humana, essa foi sempre a mesma) vivemos um clima de mestiçagem e de hibridação a todos os níveis sócio-culturais, adstrito, também, à renovação das elites que resulta na miscigenação de valores e de expressões mais ou menos artísticas. As fronteiras foram, assim, reformuladas, os purismos deixaram de fazer sentido num mundo profundamente intertextual e fragmentado. Será?
Bem, possivelmente, mas aos acérrimos detractores da literatura designada como light, a herdeira dos romances de cordel, já centenários, apetecer-me-ia colocar duas questões:

(a) será que mesmo "a grande literatura" tal como a convencionalmente a concebemos, não terá sido fruto de uma banalização cultural, de um maior relevo dado ao lado prosaico da existência?

(b) não será preferível que "as massas" consumam estas obras que a intelligentzia lançaria à fogueira do que se abstenham totalmente do hábito da leitura? Uma boa parte da população inglesa não se devota à "grande literatura", antes "devora", quotidianamente, obras light, i.e, tem hábitos diários de leitura, o que, certamente, lhe trará vantagens, independentemente, dos produtos culturais que consome.

(c) justificar-se-à o prurido de se misturar arte e a sua promoção e subsequente transacção comercial, já que a comercialização foi um dos seus objectivos e uma das suas alavancas primordiais? Fará o mesmo prurido sentido numa sociedade de consumo? Não será o mesmo um empecilho à democratização do acesso à arte? Em Inglaterra, por exemplo, as actividades culturais são promovidas como qualquer outro produto consumível e não podemos dizer que se esteja perante um flop, bem pelo contrário.
(d) não estará a difusão das obras dos "grandes escritores" sujeita às mesmas leis de mercado? Serão estas e a influência que exercem sobre a produção artística motivo fulcral da banalização cultural? Não serão sistemas menos afoitos à competitividade e mais à influência e prestígio social cristalizados potencialmente propensos à sacralização de bluffs e concomitante rejeição da renovação e de tudo o que saia do alcance dos seus ditames e interesses?

Bem, são questões que, até, a mim própria me coloco e para as quais ainda procuro respostas, apesar de me mostrar avessa sempre a rótulos simplificadores- esses, sim, são pólos de grandes disfunções banalizantes e de dinâmicas herméticas que impedem que a inovação e a criatividade se instalem ( salvo seja, que a instalação, tal como a conhecemos neste país queirosiano, está sempre muito longe de tais dimensões arejadas, sendo a verdadeira causa/consequência da estagnação que nos persegue como sina............).


Petição por uma moção de condenação da "Violação dos Direitos Humanos e da Liberdade Política e Religiosa no Tibete" : : Pacifismo não é passividade


Assine a petição por uma moção de condenação da "Violação dos Direitos Humanos e da Liberdade Política e Religiosa no Tibete"http://www.petitiononline.com/Tibete08/petition.html

To: Assembleia da República
Invadido pela República Popular da China em 1949, o Tibete tem vindo a sofrer a perda de vidas, liberdades e direitos humanos, num autêntico genocídio cultural e étnico. Em Março de 1959, uma revolta contra a ocupação chinesa foi esmagada e S.S. o Dalai Lama viu-se obrigado a deixar o seu país, encontrando exílio na vizinha Índia, onde chefia hoje o Governo Tibetano no exílio. Foi seguido por cerca de 80.000 tibetanos. Como resultado da ocupação chinesa, morreram mais de um milhão de Tibetanos: um sexto da população. Os Tibetanos, devido ao contínuo afluxo de imigrantes Chineses, são actualmente uma minoria no seu próprio país Os Tibetanos são frequentemente presos e torturados de forma arbitrária devido à sua prática religiosa ou a qualquer espécie de demonstração/resistência contra a ocupação chinesa. Toda a actividade política, qualquer iniciativa a favor dos Direitos Humanos, ainda que pacífica, é considerada como o mais grave dos crimes e é punida com penas que vão até à prisão perpétua ou mesmo a morte. Os Tibetanos são desta forma condenados por possuir uma fotografia do Dalai Lama, segurar a bandeira nacional tibetana e gritar “Tibete Livre” em manifestações pacíficas, colar cartazes, traduzir para Tibetano e divulgar a Declaração Universal dos Direitos Humanos ou, simplesmente, falar da situação dos direitos humanos no Tibete com turistas ou jornalistas estrangeiros. Mais de 6.000 mosteiros foram demolidos e 80% dos Tibetanos que vivem no Tibete são analfabetos. Devido à discriminação de que são alvo têm um reduzido acesso quer à educação, quer aos cuidados de saúde. O ecosistema do planalto tibetano tem vindo a ser devastado pelo Governo chinês e o “tecto do mundo” é hoje palco da produção de armas nucleares, factor de risco para todo o planeta. Por todos estes motivos, e tendo em conta que nos Princípios fundamentais da Constituição Portuguesa (artigo 7, 2-3) se estabelece que “Portugal reconhece o direito dos povos à autodeterminação e independência” e “preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos”, os subscritores desta Petição dirigem-se à Assembleia da República pedindo que seja aprovada uma moção que condene a Violação dos Direitos Humanos e da Liberdade Política e Religiosa no Tibete. SONGTSEN – CASA DA CULTURA DO TIBETE / UNIÃO BUDISTA PORTUGUESA"


quarta-feira, 19 de março de 2008

Lançamento de Daniel de Noémia Novais : : Próximo 30 de Março no Colombo




No próximo dia 30 de Março, domingo, pelas 17 horas, na FNAC do Colombo, uma amiga minha que admiro muito- Noémia Malva Novais-, jornalista e investigadora, vai proceder ao 2º lançamento do seu primeiro livro de literatura infantil, intitulado “Daniel e o Bicho da Lanterna”, com ilustrações a cargo da docente, ilustradora e designer Inês Massano e apresentação da jornalista da RTP Daniela Santiago. De notar que esta obra marca, igualmente, a estreia das Edições MinervaCoimbra na literatura infantil no âmbito da colecção Letras Pequenas. Noémia Novais, que detém, já, uma longa e distinta carreira de jornalista em publicações como o Diário de Coimbra, As Beiras, o Jornal de Coimbra, A Capital e O Comércio do Porto, bem como em revistas como a Visão, Arganilia, Sábado e Invest, tem conciliado, brilhantemente, esta sua actividade profissional com o seu estatuto de investigadora nas áreas da História e das Ciências da Comunicação, integrando o Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS 20). Noémia Novais é Licenciada em História e Mestre em História Contemporânea pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, estando a preparar a sua tese de Doutoramento em Ciências da Comunicação- especialidade em Comunicação e Ciências Sociais-, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.A autora assume a sua paixão pela escrita nos vários registos que domina- quer jornalístico, quer historiográfico, quer ficcional- tendo já publicada uma obra sua intitulada: “João Chagas. A Diplomacia e a Guerra (1914-1918)”, igualmente, publicada pelas Edições MinervaCoimbra. Esta obra, constituindo a sua dissertação de Mestrado, ocupa a sétima posição da lista do Almanaque Republicano relativa aos dez melhores livros da História Contemporânea Portuguesa publicados no ano de 2006, tendo sido galardoada com a 1.ª Menção Especial do Prémio Aristides Sousa Mendes, atribuído pela Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses.Fonte: http://minervacoimbra.blogspot.com/

Eu vou lá estar, muito orgulhosa por ti, Noémia. Parabéns, um grande abraço!