☼ All One Now ☼

By giving and sharing the best of ourselves we´ll all rise up ☼"Quando souberes o que É Éterno saberás o que é recto"
(Tau-te-King, 16)


quinta-feira, 6 de março de 2008

Chacina de elefantes na África do Sul

Forever Pemba ©

Do silêncio de ouro : : Golden Silence


"O silêncio é de ouro", dizem alguns, eu, por mim, defendo: como tudo, depende do contexto, todavia, frequentemente, o silêncio é a fonte de muitos equívocos, de muitos medos, associados à auto e hetero-repressão que, bastas vezes, toca, nem que seja ao de leve, os domínios da cobardia e da submissão subserviente. Perdoem-me, mas é o que sinceramente penso.
Como africana, vinda de uma sociedade onde o convívio cosmopolita, descontraído e verdadeiramente intercultural era a regra, sempre me chocou esta tendência sócio-cultural lusa para se idolatrar a incomunicabilidade, os obstáculos a uma comunicação fluida e despretensiosa....O formalismo e a hiper-hierarquização social de uma sociedade ainda manietada por medos ancestrais da autoridade confundida com autoritarismo leva muita gente a calar-se, consecutivamente, a preferir remoer, internamente, do que verbalizar. Se estabelecermos, aqui, uma analogia com uma tirada fantástica da personagem protagonizada por Jack Nicholson naquele filme hilariante- Terapia de Choque (Anger Management, 2003)- podemos deduzir que os portugueses demonstram uma tendência dominante para serem mais implosivos que explosivos, só explodindo apoteótica, ruidosa e descomunalmente quando o último sapo não passa na laringe.
Daí que não seja de estranhar que os problemas psicossomáticos se vejam inflacionados, num contexto onde até às próprias vítimas se exige silêncio e "recato", pudor. A palavra pudor dita, neste contexto, por um português assusta-me, a sério, pois eu declino-a como pavor, terror, horror, agressor, manipulador, castrador, censor, ....
Enfim, mas nada disto quer dizer que eu aprecie o ruído espectacularizado, e muito menos a boçalidade incontida (o extremo do tal pudor, o despudor animalizante), apenas que acredito que a verbalização solta, ligeira, saudável, fluida já é um grande avanço para a higiene da alma e, já agora, do corpo, pois, quer queiramos quer não, a nossa índole é psicossomática.
Actualizando um outro ditado popular que diz "quem canta seus males espanta", eu diria "quem fala seus males exala"...


quarta-feira, 5 de março de 2008

Memória do Holocausto : : Em honra das vítimas : : Remembering the Holocaust : : in Honour of millions of victims



Auschwitz-Birkenau, um dos campos Nazis de exterminação, inscrito na estratégia maléfica que estes monstros designaram como "Solução Final"

Pediram-me para reencaminhar esta mensagem de email. Dado o cariz do mesmo, resolvi publicar o seu conteúdo no BNW em honra daqueles que pereceram às mãos de insanos algozes. Como diria Edmund Burke: "Tudo o que é necessário para o triunfo do mal é que os homens de bem nada façam".



Crianças usadas como cobaias nas experiências do Anjo da Morte, o psicopata Dr. Josef Mengele, nos campos de concentração Nazis

"Exactamente, como foi previsto há cerca de 60 anos. É uma questão de história lembrar que, quando o Supremo Comandante dasForças Aliadas, General Dwight D. Eisenhower encontrou as vítimas dos campos de concentração, ordenou que fosse feito o maior número possível de fotos, e fez com que os alemães das cidades vizinhas fossem guiados atéaqueles campos e até mesmo enterrassem os mortos. E o motivo, ele assim explicou: "Que se tenha o máximo de documentação: façam filmes - gravem testemunhos - porque, em algum ponto ao longo da história, algum bastardo se erguerá e dirá que isto nunca aconteceu".



Relembrando: Esta semana, o Reino Unido removeu o Holocausto dos seus currículosescolares porque "ofendia" a população muçulmana, que afirma queo Holocausto nunca aconteceu...
Este é um presságio assustador sobre o medo que está atingindo o mundo, e o quão facilmente cada país está se deixando levar. Estamos há mais de 60 anos do término da Segunda Guerra Mundial. Este e-mail está sendo enviado como uma corrente, em memória dos 6 milhõesde judeus, 20 milhões de russos, 10 milhões de cristãos, e 1900 padrescatólicos que foram assassinados, massacrados, violentados, queimados,mortos de fome e humilhados, enquanto a Alemanha e a Rússia olhavam emoutras direcções. Não esquecer os outros 5 milhões que foram mortos (minorias étnicas, homossexuais, deficientes, inimigos políticos) nos campos de concentração.
Agora, mais do que nunca, com o Irão, entre outros, sustentando queo "Holocausto é um mito", torna-se imperativo fazer com que o mundo jamaisesqueça. A intenção em enviar este e-mail, é que ele seja lido por 40 milhõesde pessoas em todo o mundo. Seja um elo desta corrente e ajude a enviar o e-mail para o mundo todo. Não o apague. Você gastará, apenas, um minuto do seu tempo em passá-lo adiante."



Campo de concentração Auschwitz-Birkenau
Por favor, copie a mensagem e passe-a por e-mail para que não se apaguem da memória colectiva as atrocidades cometidas contra inocentes, neste negro episódio da (des)humanidade.........A memória é o último reduto da dignidade de quem pereceu e viu perecer inocentes, de forma vil, às mãos de cobardes e dementes assassinos em massa ......................................................................................................................

domingo, 2 de março de 2008

O perdão como reciclagem do Ego : : Fonte de Energia Positiva : : Transforma-se Estrume em Electricidade Dourada

O Mar Salgado (MS) (http://marsalgado.blogspot.com/) publicou um texto assaz interessante sobre o perdão. Se bem o entendi, defende, mais ou menos, isto- não se consegue perdoar figuras que nos magoam como se propriedades suas fôssemos, pois, como os supostos escravos desses algozes, não temos poder para perdoar; todavia, temos o dever de nos afastar da sua maléfica presença.
O comentário que teci ao texto do MS impeliu-me a eleger, de novo, aqui, o perdão como leitmotiv, reescrevendo alguns pensamentos básicos.
Dizia eu que defendo o perdão como um acto higiénico que oferecemos à nossa sanidade mental e evolução espiritual. É um acto de autêntico poder, pois só os verdadeiramente grandes e poderosos conseguem perdoar, enquanto expressão máxima de autocontrole lúcido- os que detêm a rara capacidade para se superarem e se reciclarem a si próprios, que não se prendem com sentimentos negativos auto-diminutivos e cujos horizontes vastos e aversão a metropauliteirices (perdoem-me o neologismo- roubei-o à Vaca Gallo RSE ( http://vacagalobarcelos.blogspot.com/)) os afasta de ninharias, i.e, de visões pequeninas e mesquinhas da existência, que só fazem os seus detentores dar valentes e repetidos tiros no pé.
Sempre imaginei o rancoroso compulsivo como um ser que detém um ego compatível com o seu desmesurado orgulho, que empresta a sua fealdade à máscara enrugada, macilenta e repulsiva, por mais agradáveis que os traços fisionómicos se revelem, com que gosta de se pavonear no show da insanidade que monta para si próprio (apenas aplaudido pelo séquito de lunares criaturas que, geralmente, o acompanham nesta procissão de frustrações) e cuja fraca audiência o faz remoer-se, compulsivamente, em angustiadas e viscerais convulsões auto-punitivas. Aliás, pode-se, até, afirmar que este ser sofre de peritonites psicológicas consecutivas- perdoem-me a figura de estilo, mas, não raro, as fezes vêm-lhe à boca e à face.
Haja condescendência para criaturas tão pequeninas e tão nefastas (principal, paradoxal, feliz e tendencialmente a si próprias)........................

Johnny Depp em Sweeney Todd, o vingativo que se destrói pela ira

Quem permanece com a sujidade que alguém lhe quer impor no ADN está, no fundo, a permitir que o agressor lhe provoque o maior dos danos- permanecer dentro de si e impedi-lo de avançar com a sua vida de forma positiva e construtiva. Todavia, perdoar não é esquecer porque quem esquece não perdoa, apenas beneficia da complacência de uma memória mais débil e, no fundo, não se recicla, pois não usufrui de algum ensinamento de maior, de alguma grande lição de vida. Perdoar é ter memória, mas superar-se a si próprio, sublimando um sentimento negativo que danifica gravemente quem o detém- o rancor-, reciclando-o em ENERGIA POSITIVA, sempre benéfica. É o acto mais ecológico que existe, pois é como transformar estrume em electricidade, beneficiando a Energia Cósmica, já tão saturada de sentimentos negativos instintivos, básicos e animalescos.
E, claro, para aqueles cuja fé lhes orienta os passos, há sempre Aquele SER GRANDIOSO Cuja Memória É Cartográfica e Cuja Acção É Implacável- o Melhor Juiz que Sabe Exactamente as lições que cada um deve receber como reacção às suas boas ou más acções, às suas boas ou más omissões e intenções. Pode-se mentir a muita gente, mas a Deus, ai a Deus, ninguém o pode sequer almejar.

Picture: unknown authorship

Por isso lho aconselho vivamente: ofereça um presente da sua memória simbólica a si próprio- saiba perdoar ou, mais cedo ou mais tarde, o rancor virar-se-á contra a fonte ("transforma-se o agressor em coisa incorporada", o "odiador em coisa odiada", "o vingador na coisa vingada", numa actualização do Poeta) e até Deus o Equivalerá à criatura que o magoou, e, aí, ai aí, bem pode esperar sentado pela Justiça Divina- Ela Tardará e Falhará (aos seus olhos, claro).

Perdoar é limpar-se de impurezas, de forças de atrito ao seu sucesso, dado que só cultivando sentimentos positivos poderá cumprir os seus sonhos, as suas ânsias, os seus desejos mais profundos.

Contudo, concordo com o MS num ponto: perdoe, mas afaste-se de gente negativa, pois, por mais que lhes mostre a sua boa vontade, sugar-lhe-ão a vitalidade como vampiros da alma! Ajude-os quando necessitarem, tente, sempre, fazer a diferença pela prática do Bem, impondo-lhe, todavia, limites, que a instintividade pulsional tem de ser refreada, mas não deixe que lhe suguem a energia positiva, que deve culivar como um dos seus maiores tesouros! Por mais limpos que sejam os nossos sapatos, em contacto com a lama, sujam-se- salte por cima da poça!

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

International Association for Literary Journalism Studies ( IALJS ) : : Third International Conference for Literary Journalism Studies


Entre 15 e 17 de Maio de 2008, vai decorrer no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Universidade Técnica de Lisboa, a Third International Conference for Literary Journalism Studies- Literary Journalism: Theory, Practice, Pedagogy (Terceira Conferência Internacional de Estudos de Jornalismo Literário- Jornalismo Literário: Teoria, Prática, Pedagogia)- promovida pela International Association for Literary Journalism Studies ( IALJS ).
Na newsletter da Primavera 2008, foi publicado um artigo da minha autoria intitulado: "A Postmodernist Perspective: Media Hyper-Real Subjective Dominant Micro-Narratives" ("Uma Perspectiva Pós-Moderna: Micro-Narrativas Mediáticas Hiper-Reais Subjectivas Dominantes".
Para fazer o download da newsletter, por favor aceda a http://www.davidabrahamson.com/WWW/IALJS/ e clique no CURRENT ISSUE. Mais informações estão acessíveis em http://www.ialjs.org/ .


Between May the 15th and the 17th 2008 The Third International Conference for Literary Journalism Studies- Literary Journalism: Theory, Practice, Pedagogy-will take place at Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Universidade Técnica de Lisboa (TU Lisbon), promoted by the International Association for Literary Journalism Studies ( IALJS ).

An article written by me was published at the Spring 2008 newsletter- it is entitled: "A Postmodernist Perspective: Media Hyper-Real Subjective Dominant Micro-Narratives".
To download the newsletter, please go to http://www.davidabrahamson.com/WWW/IALJS/ and click on CURRENT ISSUE. More information is available at http://www.ialjs.org/ .

A simplicidade do saber : : True wisdom simplicity

Certo dia, dizia-me uma conhecida, cuja postura de vida não prima absolutamente pela simplicidade e elegância, sobre o Professor Marcelo Rebello de Sousa: "Ai, ele é tão simpático! Não sei como é que uma pessoa com tanto saber e poder pode ser tão simples". E eu respondi-lhe: "Claro que é- as pessoas com autêntico nível sócio-cultural primam, regra geral, pela simplicidade e pela simpatia e já os saudosos Pais do Professor Marcelo eram de uma simpatia e elegância tocantes!"
Claro que a criatura em questão deve ter pensado que eu lhe estava a querer "meter pelos olhos a dentro" uma mentira descarada, pois, no seu pequenino e provinciano mundo e modo de estar, poder é sinal de arrogância e de snobismo. Enfim, estilos de vida...
Bem, mas vem este episódio a propósito de sete notáveis que, dotados de um saber imenso em áreas científicas díspares e de um poder, também, invejável, me fizeram admirá-los, imediatamente, quando os conheci, por essa postura tão simples e elegante e por uma sabedoria marcante. São eles: o Professor Loren Cox, Director do Programa de desenvolvimento do MIT, que conheci num jantar de grupo do mesmo, em Londres; os Professores Pablo Herrera e José María Venegas, que conheci no III Congreso Nacional sobre Inmigración, Interculturalidad y Convivencia, promovida pelo Instituto de Estudios Ceutíes, Ciudad Autónoma de Ceuta, no qual apresentei um artigo; Sir Harold Kroto, o Prémio Nobel da Química 1996, que conheci numa conferência na Gulbenkian e que, amavelmente, me concedeu uma entrevista; os Professores Douglas Kellner e Mark Poster, que conheci na Engaging Baudrillard Conference em Swansea, na qual, também, apresentei um artigo; e o Professor Darius Mahdjoubi, que conheci, ontem, no Fórum Innovative Marketplace.

Três destes notáveis académicos contrariam em muito estereótipos redutores e simplistas que alguns europeus detêm dos norte-americanos- os EUA são quase um continente e há imensas culturas e sub-culturas que nada devem a imagens caricaturais que só empobrecem quem as detém e as difunde. Os estereótipos são, de facto, mecanismos adstritos a comportamentos xenófobos de quem se afasta de um salutar cosmopolitismo, necessário à evolução sócio-cultural de qualquer indivíduo, fundamentalmente, hoje, nesta sociedade global onde as trocas simbólicas são mais do que interculturais.

Por exemplo, na minha área de investigação- a das Ciências da Comunicação-, muitos dos teóricos de renome são norte-americanos.
It has been an honour to have met you, Sirs:

Professor Loren C. Cox Associate Director for MIT Program Development (Vide: http://web.mit.edu/ceepr/www/people/index.html)

Profesor José María Venegas


Professor Douglas Kellner
Photo: Isabel Metello ©


Professor Douglas Kellner and Professor Mark Poster among other keynote speakers at Enganing Baudrillard Conference

Photo: Isabel Metello ©


Sir Harold Kroto, Chemistry Nobel Prize 1996

Photo: Isabel Metello ©


Professor Darius Mahdjoubi

Photo: Isabel Metello ©


Short time ago, a person whom I superficially know, whose life posture isn´t at all shaped by simplicity and elegance, speaking about a known Portuguese University teacher- Marcelo Rebello de Sousa- said: "Uau, he´s so nice! I don´t understand how a person with such knowledge and power can be so simple and nice. And I said to her: "Of course he is- people with authentic socio-cultural background are, generally speaking, very simple and nice and Professor Marcelo´s parents had also this distinguishing features. Of course, the girl look at me like I was telling her a stupendous lie, because within her little and towny world, power is enunciated by arrogance and snobbery. Well, what can we do about it? Each one has his/her own living style and principles...

Well, but I´m telling you this episode, because of 5 remarkable persons I´ve known who, gifted by an immense wisdom and knowledge within several scientific matters and by a significant sociocultural power, made me admire them immediately for their elegant simplicity and amazing wisdom deeply impressed me. They are: Professor Lauren Cox Associate Director for MIT Program Development, Former Director of CEEPR (Centre For Energy and Environmental Policy Research), Former professional staff member Ways and Means Committee, U.S. House of Representatives, whom I knew at a group dinner in London; Professor Pablo Herrera and Professor José María Venegas, whom I knew at the 3rd National Immigration Congress in Ceuta; where I´ve presented a paper; Sir Harold Kroto, Chemistry Nobel Prize 1996, whom I knew at a conference at Gulbenkian Foundation in Portugal who kindly granted me an interview; Professor Douglas Kellner and Professor Mark Poster, whom I knew at Engaging Baudrillard Conference in Swansea where I´ve presented also a paper; and Professor Darius Mahdjoubi, whom I knew yesterday, at Innovative Marketplace Conference in Lisbon Congress Centre.

Three of these 7 remarkable scholars are true examples of persons who absolutely contradict the reductive and simplistic stereotypes some Europeans do have about American citizens- USA are almost a continent and there are many cultures and sub-cultures which do not match the reductive images which only impoverish those who have them in their little minds and who diffuse them as absolute and mythical truths. In fact, sterotypes are mechanisms which impel people to xenophobic behaviours of those who tend to be apart from an evolved cosmopolitan ideology and posture, specially within a global society where symbolic exchanges are far more than intercultural.

For example, in my academic area - Media and Communication Studies- many renowned theorists are from the USA.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Honra e carácter : : um binómio em desuso

Picture: unknown authorship

A noção de honra evoluiu com os tempos e esteve, desde sempre, semanticamente, associada a dois extremos quase opostos- a glória mundana e a evolução espiritual, no sentido de rectidão, dignidade vivencial, de respeito por si, pelos outros e pela palavra dada, enquanto reflexo da honestidade de carácter, enquanto virtude de ser-se e de viver-se com elevação.

Palavras mais gastas, dirão uns, que não fazem qualquer sentido nos dias de hoje, onde a celeridade das comunicações é paralela à mutação das opiniões, da palavra e do próprio ser, mais afoito à flexibilidade da coluna vertebral. Serão sinais dos tempos? Não creio, os meios mudam, a essência permanece e a do homem, enquanto espécie, sempre foi e será a mesma. Todavia, ainda há quem considere estes dois traços de personalidade como fundamentais à sua dignidade. Regozigemo-nos, pois sempre houve resistentes à redução do homem ao seu estádio mais básico: a animalidade.