☼ All One Now ☼

By giving and sharing the best of ourselves we´ll all rise up ☼"Quando souberes o que É Éterno saberás o que é recto"
(Tau-te-King, 16)


quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

1º Pensamento do Dia : : O Amor como Magia : : por NetMito


Não resisto a citar dois poemas do blogger Netmito (blog: http://netmito.blogspot.com/ ) que descrevem, de forma tão vital, um Grande Amor como um Sentimento pleno de Magia. Sem dúvida, não há nada mais sublime que essa magia que nos eleva e enleva eternamente. Aqui fica a minha singela homenagem a alguém cujas palavras me tocaram profundamente:

"LEMBRAS-TE DAQUELE DIA QUE PEGUEI NA LUA
E A ENTREGUEI AO DIA
UMA BRISA RODOPIAVA NO MEU CORAÇÃO
ERA MAGIA

A CHUVA CAÍA INCESSANTEMENTE LIBERTA AO DIA
PRESA AO MEU OLHAR
SOLTO AO VENTO O MEU AMOR
SUBIA AO CÉU PARA TE AMAR

O QUE É AMAR
SEM PODER DIZÊ-LO AOS TEUS LÁBIOS
SEM SENTIR A CADA LETRA A PALAVRA MAIS AMADA
QUERO-TE AMAR COM AMOR À BOCA
A CADA PALAVRA
DIR-TE-EI NUM MOMENTO SÓ
QUE TE AMO MAIS QUE TUDO NO MUNDO
TUDO QUE SINTO,TUDO QUE SOU
SEGUIRÁ NA MINHA VIDA
VIVO NO MEU SER MAIS PROFUNDO
AMO-TE...
É.../*"



"TODA A MAGIA DURA UMA ETERNIDADE
LÍMPIDA A VIDA FLORESCE NA TUA VOZ. A LUZ DOS TEUS OLHOS ACALENTA A VIDA. NASCE DO QUE SENTES, NASCE,VIVE EM TI. PURA A BOCA AQUECE. TODA A MAGIA DURA UMA ETERNIDADE...
NÃO BASTAM NUNCA AS PALAVRAS QUE PERDI
OS SONHOS QUE DEIXASTE EM MIM
O CHORO NUNCA FOI MAIS
SE NÃO QUE TU
DA VIDA TUDO O QUE SOU
SOU DO QUE RESTA DE TI
ASSIM,TODO EU,TODO O SEMPRE"

Autor: Netmito © ( http://netmito.blogspot.com/ )

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Canção do dia : : Contaminata : : de Gianna Nannini


Chinezzinha ©

"Contaminata

La tua pelle è la mia pelle
che colore più non ha
sono sangue nel tuo sangue
una sola anima
la tua storia è la mia storia
i miei occhi sono i tuoi
la mia ora è la tua ora
il destino che non hai
vola vola vola vola vola la testa
vola vola vola chi mi porta via
vola vola vola
mi hai dimenticata
tu non mi conosci sono appena nata
contaminata
sono contaminata
ora che sono nata
io non so dove sono
io non so da dove vengo
l'infinito vaga dentro
io non ho nemmeno un segno
vola vola vola vola vola la testa
vola vola vola chi mi porta via
vola vola vola
mi hai dimenticata
tu non mi conosci sono appena nata
non importa più chi sono io
rassomiglio ad una goccia d'acqua
fa che nel deserto piova io
goccia d'acqua che fa traboccare il mare
contaminata
sono contaminata
ora che sono nata
polvere di luna che si perde nel tempo
voce radioattiva della civiltà
fuoco nucleare che respiro nel vento
anima ribelle che si libera
come una canzone che si perde nel tempo
voce radioattiva della civiltà
fuoco nucleare che respiro nel vento
anima ribelle che si libera
non importa più chi sono io
rassomiglio ad una goccia d'acqua
fa che nel deserto
piova io
goccia d'acqua che fa traboccare il mare
contaminata
sono contaminata
ora che sono nata
vola vola vola vola vola la testa
vola vola vola chi mi porta via
vola vola vola
mi hai dimenticata
tu non mi conosci sono appena nata
contaminata"

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Dalí e Disney unidos por Destino : : o Surrealismo Animado


Destino, Salvador Dalí and Walt Disney ©


Em 1946, Salvador Dali e Walt Disney articularam os seus dons e conceberam um projecto de curta metragem de animação, que intitularam profeticamente Destino. Os desenhos originais criados por estes dois génios nunca conheceram as luzes da ribalta até que, pela mão de Roy Disney, 57 anos depois, renasceram das cinzas. O filme animado está repleto de ricas imagens surrealistas, baseadas nos desenhos originais dalinianos, sendo o fruto, segundo o curador da Fundação Gala-Salvador Dalí, da consubstanciação perfeita original entre os dons destes dois consagrados artistas e empreendedores. Daí que não seja de estranhar que, em 2005, tenha sido nomeado para um Prémio da Academia depois de ser projectado no Festival de Cinema de Cannes.

Esta valiosa, mas desconhecida, película foi visionada na galeria nova-iorquina Animazing, no 461 da Broome Street, Soho, Hastings-on-Hudson, Southampton, entre 14 de Outubro e 16 de Novembro de 2004, inserida numa mega exibição patrocinada pela Disney. Nela, o público pôde encantar-se com desenhos originais de Dalí e com algumas recriações dos seus esboços da autoria de Roy Disney. Obras a que se juntou uma inédita colecção vintage de desenhos animados dos Anos Dourados da Disney, adquiridos a um dos famosos designers que integrava a equipa pioneira que trabalhou com o fundador desta máquina de sonhos que tem nutrido o imaginário de várias gerações infantis- Les Clark. Estiveram, também, expostas obras de pintura de vários artistas famosos da equipa Disney, entre os quais Peter e Harrison Ellenshaw, respectivamente, pai e filho, nomeadamente, as ilustrações originais dos livros do Ursinho Winnie the Pooh que, até então, remetidas ao esquecimento, foram publicadas numa edição limitada, colorida in loco por Harrison.
A sessão de abertura, de livre acesso, distinguiu-se pela mostra de uma cena do filme Mary Poppins, pintada por Harrison, nesse mesmo dia, entre as 12 e as 16 horas, e pela sua palestra sobre as pinturas originais de Winnie the Pooh e de Peter Pan.
A Animazing Gallery, a “Primeira Galeria de Animação Artística de Nova Iorque” reúne as mais famosas obras de animação vintage e contemporâneas dos maiores e mais poderosos estúdios norte-americanos- a Disney, a Warner Brothers, a Hanna Barbera, a Nickelodeon, a Fox e a Cartoon Network. Para além da galeria física, as seus proprietários e dinamizadores- Heidi Leigh e Nick Leone- criaram um showroom online, onde se podem vislumbrar, igualmente, pinturas do Snoopy e dos Peanuts e da Secreta Arte do Dr. Seuss.
O endereço da Animizing Gallery é o www.animazing.com, mas, atenção- todas as obras desta exposição estão esgotadas. Não admira- quem não se deslumbra com a junção da obra psicanalítica de Dalí com os desenhos animados que coloriram o nosso imaginário infantil? Esta hibridação entre pintura surrealista e animação só mostra que todas as formas de arte podem conviver e até misturar-se para deleite de espectadores que apreciam a inovação!

Tradução e adaptação: Isabel Metello de http://shopping.animazing.com/gallery/dali.htm

Luiz Pacheco : : Homenagem a um autêntico dissidente


Não conhecia nem a vida nem a obra do escritor português Luiz Pacheco. Todavia, o documentário sobre a vida e obra deste “escritor maldito” nacional, difundido por duas vezes na RTP 2 (na última vez como tributo post mortem), fez-me passar a admirar, sem reticências, um homem que afirmou a sua existência como um autêntico manifesto anti-sistema. Apesar de não concordar em muitos aspectos com algumas das suas posturas ideológicas e vivenciais (e quem sou eu para discordar sobre o que for da vida deste homem que soube ser?), vislumbrei ali um verdadeiro sábio, alguém com uma coragem inaudita, que renegou a glória e a segurança material em prol da sua verdade existencial. Alguém que não se limitou a sobreviver, viveu, na mais pura acepção da palavra, apesar de ter sacrificado a sua independência económica em benefício da sua independência intelectual. Tarefa nada fácil num país pleno de egos despóticos ávidos de fama, de reconhecimento alheio e do conforto material. Os tais escritores de Casino de que falava Luiz Pacheco...
Um verdadeiro inocente e, como todos sabemos, neste país, a inocência, a par da autenticidade, não raro, paga uma factura demasiado alta para se mostrar apetecível ao olhar incauto de quem deseja, fundamentalmente, passar incólume pela vida!
Todavia, o que mais me chocou foi a forma como alguma menoridade discorreu condescendentemente sobre a maioridade de um verdadeiro ser emancipado, muito além dos parcos limites geográficos, temporais e mentais desta nação incondicionalmente amordaçada pelo medo, pela desconfiança e por ínfimos horizontes!
O que mais me comoveu foi ouvir um dos seus filhos, testemunha de muito sofrimento, falar de seu Pai com um Amor e um Respeito que só um ser elevado consegue nutrir por quem o privou de muitos confortos materiais e, talvez, até da estabilidade emocional indispensável em idades dela sempre sequiosas, mas que lhe delegou uma herança por demais valiosa- o Amor pela verdadeira Liberdade Incondicional!
Descanse em Paz, Luiz Pacheco! Certamente que, agora, que faleceu, este país não deixará de lhe prestar culto, onde farão questão de fazer corpo presente os seus inimigos, na já longa tradição das homenagens post mortem. Não faltarão discursos inflamados como o meu, novas edições e até descerramentos de placas toponímicas (alguns estariam, até, a contar os dias até à sua derradeira partida, para, agora, avidamente se lançarem ao seu legado como mais um filão do lucro que o Luiz sempre desprezou). Enfim, a comédia humana no seu esplendor ou o circo de interesses sobre princípios do costume, que a alma do Luiz, com certeza, vislumbrará com o humor que lhe era tão próprio, Daí, Algures, nos domínios da Transcendência. Sim, agora, mais do que nunca, fará todo o sentido a resposta ao apelo que lhe fizeram em vida para deixar uma mensagem de alento às novas gerações.
Sugestão: alguns títulos de Luiz Pacheco, amavelmente cedidos por um amigo:
Pacheco, L. (1973). Exercícios de Estilo, Lisboa: Editorial Estampa.
Pacheco, L. (1974). Pacheco Versus Cesariny, Lisboa: Editorial Estampa.
Pacheco, L. (1977). Textos de Circunstância, Lisboa: Editorial Fronteira.

Bertrand Russell: pela dignidade da existência humana


Neste início de ano, resolvi republicar a tradução do Prólogo da Autobiografia de Bertrand Russell. Nada melhor para acordar em todos nós a urgência de uma sociedade mais humanizada e menos autocentrada.

A vida pela escrita

O NEF presta aqui a sua homenagem a Bertrand Russell, traduzindo o Prólogo da sua Autobiografia, intitulado Para que vivi. Lembremo-nos de que Bertrand Russell (1872-1970), Pémio Nobel da Literatura de 1950, pela publicação da sua obra História da Filosofia Ocidental, foi um filósofo contemporâneo de Einstein que, juntamente com o genial físico, elaborou um manifesto focalizado no apelo à paz mundial. Afirma-se, igualmente, esta reprodução das palavras de Russell como uma homenagem a Vítor Madeira, um homem puro que, apaixonadamente, fez a recolha deste texto enquanto reflexo do seu percurso vivencial.
“Três paixões, simples, mas extasiadamente fortes, governaram a minha vida: a busca do amor, a procura do conhecimento, e uma compaixão difícil de suportar pelo sofrimento da humanidade. Três paixões, como grandes ventos, empurrraram-me para várias direcções, num curso incontrolável, para um oceano profundo de angústia, atingindo o limite do desespero. Em primeiro lugar, procurei o amor, porque ele traz o êxtase- um tão grande êxtase que eu teria sacrificado, muitas vezes, o resto da vida por umas horas desta alegria. Seguidamente, procurei-o porque alivia a solidão- aquela terrível solidão na qual uma consciência tremente olha para o fim do mundo, para o frio e inexplicável abismo desprovido de vida. Eu procurei-o, finalmente, porque, na união do amor, eu vi, numa miniatura mística, a visão prefigurada do paraíso que santos e poetas imaginaram. Isto foi o que procurei, e pensei que fosse demasiado bom para a vida humana, isto foi o que- finalmente- encontrei. Com igual paixão, eu procurei o conhecimento. Eu desejei compreender o coração dos homens. Eu desejei saber por que as estrelas brilham. E tentei apreender o poder pitagórico pelo qual o número detém influência sobre o fluxo. Um pouco disto, mas não muito, eu alcancei. Amor e conhecimento, na medida da sua possibilidade, conduziram-me às alturas em direcção aos céus. Mas a piedade sempre me trouxe de volta à terra. Ecos de choros de dor repetem-se no meu coração. Crianças famintas, vítimas torturadas por opressores, idosos indefesos como um fardo odioso para os seus filhos, e todo o mundo da solidão, pobreza e dor gozam com o que a vida humana deveria ser. Eu anseio por aliviar o mal, mas não posso, e eu sofro também. Esta tem sido a minha vida. Eu tenho-a considerado digna de ser vivida, e vivê-la-ia de novo se a oportunidade me fosse dada”.

Artigo publicado na edição nº 37 do jornal Nova em Folha, Abril 2006

Secção: Cultura (editora: Isabel Metello)

Pesquisa: Vítor Madeira

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Há uns dias, comemorei o maravilhoso momento em que dei à luz a Minha Grande Bênção............................


Gustav Klimt, As Três Idades da Vida, 1905


Não podia deixar de o mencionar: a minha Bebé (eles serão sempre os nossos bebés) festejou o seu aniversário. Ser Mãe constituiu para mim a concretização de um dos meus mais profundos e acalentados sonhos. Dar luz a um novo ser, fruto de um Grande Amor, é, de facto, um privilégio, um milagre divino! Parabéns, Minha Grande Bênção, que Deus te Ilumine, sempre, para continuares a ser a pessoa maravilhosa que és, a Luz na vida de tanta gente que te adora!
Muito obrigada, Meu Deus, por me Teres Abençoado com a maternidade!
Tenho o privilégio de ter uma filha, uma Mãe e um Pai maravilhosos, três dos seres mais bonitos que conheço! Muito obrigada, Mamã e Papá, por terem sido sempre um modelo de vida para mim, vocês, sempre lindos e com um força interior inexpugnável, sólidos como navios de madeira preciosa construídos, contra ventos, marés e tempestades, negando-se sempre a navegar à bolina! O vosso Amor, que perdura há 50 anos, será sempre uma fonte de inspiração e de orgulho!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Sondagem sobre O Segredo de Rhonda Byrne

Renovando os votos de um Super-ano de 2008, pleno de harmonia e energia positiva, aqui ficam os resultados do pequeno inquérito sobre a qualidade do livro
O Segredo de Rhonda Byrne:

Em 44 votos:
1º 47 % dos leitores votantes (21) qualificam-no como uma obra muito simples, abordando, todavia, princípios muito complexos.
2º 27% dos leitores votantes (12) consideraram-no como um livro de auto-ajuda simples, mas muito útil para a evolução espiritual do leitor.
3º 15% dos leitores votantes (7) classificam-no como uma obra de auto-ajuda banal.
4º 13% dos leitores votantes (6) encaram-no como um receituário digest americanizado, focalizado no sucesso individual.
5º 6% dos votos (3) consideram-no como uma obra muito complexa.